quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Algumas das piores coisas sobre o futebol moderno


O futebol é uma das melhores coisas do mundo, mas não é perfeito. Costumava ser perfeito antes do dinheiro, do domínio da televisão, das leis Bosman e Pelé e dos empresários. Estas são algumas das piores coisas do futebol moderno.

—Janelas Transferência
Imagine se você pudesse fazer suas compras apenas duas vezes por ano - uma em janeiro e, depois, em junho, julho e agosto. Ela não iria funcionar na vida real e não funciona no futebol.


—Numeração fixa
Lembre-se dos dias, quando o melhor jogador era n º 10 e n º 1 era goleiro? Não mais. Graças a alguém do futebol de bola redonda que estava assistindo um jogo de futebol de bola oval (americano), onde os jogadores podem ter o número que eles quiserem. Kaká é 22(Running Back), Beckham é 23 e 32(ou 24? hehe), Ronaldinho é 80(Wide Receiver), Ronaldo já foi 99(LT) e Vandinho 41(kkkk) . Por quê?


— Seleção Brasileira

A maior equipe do mundo está igual aos Beatles, fazem exibições por todo o mundo como astros da música. Ronaldinho e Cia jogaram apenas um amistoso no Brasil nos últimos 2 anos e meio. No entretanto já fizeram "shows" (muito ruins por sinal) em Oslo, no Kuwait, Estocolmo, Londres (quatro, prestes a ser cinco contra a Itália), Basileia, em Gotemburgo, Dortmund, Montpellier, Chicago, Boston, Dublin, Seattle e Boston. Ker-ching.


— Superagentes

Como é que um homem pode se tornar um superagente? Faça alguns telefonemas, obtenha uma conversa com Ricardo Teixeira, Kia Joorabichian, Abramovich ou outro árabe qualquer, "compre" jovens valores e os escravize para o resto da vida.

— Horários
Futebol costumava ser jogado mais cedo para que o trabalhador e sua família pudessem ir aos jogos. Agora é jogado quando se encaixa no horário do Plim Plim.


—Televisão
O monstro que comeu futebol.

O futebol deixou de ser o melhor esporte para ser o melhor negócio do mundo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Gaza: sem vitoriosos, somente milhares de vítimas


Quando os combates finalmente cessaram na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, líder do Hamas, enviou uma mensagem felicitando o povo palestino pela sua "grande vitória". No lado de fora, os palestinos estavam saboreando a "vitória". Nos bairros irreconhecíveis e pulverizados, com fome e traumas, eles procuravam os corpos dos parentes no escombros.

O canto da vitória de Haniyeh foi indecente. Em três semanas soldados do Hamas mataram seis soldados israelenses. Os muitos túneis ostentados, armadilhas e outras "surpresas" mal detiveram a máquina militar de Israel. O regime do Hamas sobreviveu por três semanas em um terrível custo para os 1,5 milhões de pessoas e foi contabilizado 1.300 mortos, 5.000 feridos, 100.000 desabrigados. Demais para as aspirações do Hamas de ser um governo responsável.

A liderança de Israel é pouco melhor. Ehud Olmert, o Primeiro-Ministro, diz que a Operação mais do que alcançou os seus objetivos. Segundo ele, ela ensinou uma lição aos inimigos de Israel, que vão pensar antes de se envolver com o Estado judeu.

Isto é duvidoso. Hamas continua firmemente no controle da Faixa de Gaza. Não mais do que 600 de seus combatentes foram mortos, deixando cerca de 19.000 vivos pela própria estimativa de Israel. A inteligência militar israelense disse que o Hamas mantém uma ampla oferta de foguetes e que a ofensiva falhou em destruir os túneis através dos quais são contrabandeadas armas do Egito.


Mas, mesmo se o senhor Olmert estiver certo, ele não está ponderarando os custos mais amplos. A ofensiva minou a moderada liderança do Presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, aprofundou o fosso entre árabes e judeus, e radicalizou outra geração de jovens palestinos.


Finalmente, há o terrível preço da reputação internacional de Israel. Em casa, e na América, a ofensiva foi vista como inteiramente justificável. O uso de escudos humanos seria culpa do grande número de mortos causados pelos oito anos de lançamentos de foguetes do Hamas.

Em outros lugares, foi visto como uma resposta absolutamente desproporcional. O mundo ficou indignado e a indignação vai crescer quando a verdadeira dimensão da destruição se tornar aparente. A marca israelense sofreu enormes prejuízos e seus líderes estão apoiando uma onda de crimes de guerra.

Esta foi uma guerra sem vencedores - apenas centenas de milhares de perdedores.

Martin Fletcher, coleguinha do Times.